O teste de sexagem fetal permite a identificação do sexo da criança a partir da oitava semana de gravidez.

 

Qual a finalidade?

Este conhecimento despertou grande interesse e abriu um leque de possibilidades de aplicações no diagnóstico pré-natal. Até então, para se obter uma amostra de DNA fetal era necessário utilizar-se de métodos invasivos tais como a punção do cordão umbilical (cordocentese), punção de líquido amniótico e biópsia de placenta. Agora, com a simples coleta de uma amostra de sangue da mãe, é possível determinar o sexo genético e muito em breve estarão disponíveis exames para o diagnóstico pré-natal de outras enfermidades de origem genética, tais como Beta-talassemia, Acondroplasia, Síndrome de Down, Hemofilia e outras.

 

Como é feito?

As mulheres possuem dois cromossomos X (46,XX); e os homens, um cromossomo X e um Y (46,XY). Portanto, no diagnóstico do sexo genético fetal são utilizadas sondas moleculares específicas para segmentos de DNA existentes apenas no cromossomo Y que é exclusivo do sexo masculino. Para a realização do exame são coletados 10 ml de sangue em tubo a vácuo com anticoagulante EDTA.

 

É importante ressaltar que o teste é muito seguro e que os erros são raríssimos. Algumas vezes pode haver divergência entre os resultados do teste de sexagem fetal e o resultado da ultrassonografia (USG) e, segundo a experiência acumulada em vários serviços, o índice de acerto do teste molecular é superior ao da USG.

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